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vista da janela do avião: apreciar uma bela paisagem lá de cima é impagável

Viajar, seja para um lugar longe ou perto, deixa a gente feliz da vida, além de ser ótimo para a mente. Saiba como isso funciona!

Não sei se você sabe, vivo na cidade de Nagoia, na província de Aichi. É uma bela capital, tranquila, limpa, organizada e com todas as facilidades de um grande centro urbano. Ainda mais para mim, que privilegiei as facilidades e moro no centro da capital. Apesar de viver em um apê minúsculo, estou cercada de tudo o que preciso, quase que 24 horas.

Bem, mesmo morando em um local encantador, viajar é preciso. Fazia muito tempo que não viajava sem ter que ficar olhando para o relógio ou desabilitar as notificações do meu iPhone. Desta vez, antes mesmo de entrar no avião, desabilitei as notificações do e-mail, das redes sociais que pipocam a toda hora, dos noticiários e de todos os apps que uso para o cotidiano de trabalho. Gente, que libertação! Para voar, coloquei o meu smartphone no modo avião e ah que sossego!

Na ida para Naha, capital da província que é um arquipélago – Okinawa – o tempo estava nublado e com bastante vento. Resultado: todos nós passageiros sentimos as leves turbulências, mas nada sério ocorreu. Apenas, não podíamos remover o cinto de segurança, tampouco fazer uso do toalete. Os comissários de bordo nem puderam passar oferecendo os lanches. Digo oferecendo porque voei em uma LCC-Low Coast Carrier, a Jet Star, cuja passagem foi muito baratinha! Essa foi uma das partes boas da viagem! Porém, tudo é vendido à parte, desde um café. Não pudemos experimentar nada na ida, mas na volta experimentei e gostei do serviço.

aviao
uma das LLC que opera no Centrair – Aeroporto Internacional de Chubu

Viajar e os erros que cometi

Gente, cometi vários erros nesta viagem. E vou até listá-los aqui pois podem servir de experiência pra você.

  • Usei uma bolsa de couro, que por si só já é pesada 👉 Aprendi: da próxima vez vou levar uma bolsa de nylon, mais leve. Afinal, dentro do voo nem preciso de uma bolsa grande como aquela. Ainda bem que dentro da mala levei uma bolsa menor e bem leve para usá-la em Naha
  • Passei frio dentro do avião. Isso foi mera distração da minha parte. Só depois de uma hora de voo é que me dei conta que o ar estava aberto e direcionado  😕 Não tinha reparado nisso…
  • Dentro do avião me lembrei que não havia sacado dinheiro. Também me lembrei que em Okinawa os grandes bancos não marcam presença. Mas, tudo bem. Saquei quando cheguei
  • Procurei por um hotel que fosse limpo, higiênico, barato e que servisse café da manhã. Como estamos na época ainda off season, foi fácil. Fiz a reserva antecipadamente e deixei tudo pago. No entanto, na primeira noite, resolvi sair e tomei um susto  😳 Epa! Que ambiente é esse? Pensei comigo. Juro que me deu medo. De dia, as ruas eram tranquilas (não muito limpas nessa área). Mas de noite, a transformação foi brutal. Centenas e centenas de homens “caçando clientes” nas ruas, muito mal encarados. Nunca tinha visto tantos homens com cara de mal juntos, mesmo morando perto de um bairro onde há muitos fazendo o “kyakuhiki” ou “yobikomi”. Como queria ver uma loja de cristais, acabei ficando por lá. De volta ao hotel comentei com o rapaz da recepção e ele me disse que podia andar tranquilamente, sem perigo. Mas duvidei da palavra dele, pois andei um pedação da rua e não foi o que senti. Aff!  😈 Essa foi a pior parte da viagem. 👉 Aprendi: da próxima vez vou verificar o ambiente em volta do hotel antes de fazer a reserva
flor
Okinawa é cheia de flores tropicais como esta, orquídeas, buganvílias e outras, todas lindas

Viajar: os benefícios maravilhosos 

Naha é uma capital pequena, sem planejamento urbano, cheia de lojas para vender artigos para turistas, com muitos hotéis e restaurantes. Adoro essa bagunça de Naha! Tem até uma praia – Uminoue Beach. A água é limpa, assim como a areia é bem cuidada, mas na paisagem tem algo estranho. Construíram uma rodovia cortando o mar, então, isso tirou todo o charme da praia. Tudo bem, pra botar os pés na areia, serve  😆

Segundo um artigo publicado na web page do The Chopra Center, há 6 grandes motivos para viajar. Vou colocar aqui os pontos, de forma bem abreviada. Se quiser ler o texto completo, clique aqui.

  1. Promove a saúde do coração
  2. Mantém a mente afiada
  3. Melhora a criatividade
  4. Alivia o estresse e estimula a saúde mental
  5. Muda as perspectivas
  6. Aumenta a conexão com os outros e consigo mesmo

Tudo isso é fato! A gente se torna mais forte diante do novo ambiente, tanto física quanto emocionalmente. Sem dúvida, como a ciência explica, isso fortalece o nosso sistema imunológico. Outra coisa é que o relógio parece favorecer a estada. Só o fato de se desligar do mundo, sem ficar atento às inúmeras notificações do smartphone, me fizeram ganhar tempo. Veja o quanto isso é um ladrão do nosso tempo, no dia a dia. Na volta, cheguei a pensar em desabilitar algumas notificações não tão importantes.

A gente fica muito mais atenta a tudo ao redor porque tudo é novo. Apesar de estar no mesmo país, Okinawa tem uma cultura diferente. Afinal, é fruto da civilização Ryukyu, ainda muito presente. Mesmo a Kokusai Doori, onde já passei outras vezes, tem recebido novas lojas, incluindo uma Don Quijote. E o porto de Naha recebe semanalmente grandes navios cruzeiros trazendo 3 a 5 mil pessoas cada vez. Vi turistas de vários países do mundo andando por lá. Foi incrível ver e sentir tanta mudança!

Outra coisa deliciosa é conversar e interagir com os locais. Cada encontro, cada troca de palavras é algo estimulante. Isso faz bem para o coração (generosidade), para a mente e cérebro (estímulos e novos aprendizados). A gente fica ligada, mas não cansada. Isso é incrível!

Tive uma disposição sem tamanho em Okinawa, onde caminhei muito, peguei ônibus ou monorail para me locomover, não precisei alugar carro e quase não usei táxi. Desta vez foi uma experiência diferente!

frutas
frutas tropicais na quitanda, incluindo a cana (esq. inferior), de dar água na boca

Viajar e tour gourmet

O que fiz de maravilhoso foi comer bem! O abacaxi estava docinho e aproveitei para comer bastante! Se você me acompanha aqui no blog sabe que não como mais nada que tenha farinha de trigo. Então, doces, bolos, massas e pães feitos com esse ingrediente, não entraram na lista das delícias que provei. Ah pra falar a verdade, só comi uma tigela de soba de Okinawa, mais por causa do caldo e da carne de porco  😛

As outras frutas que estavam à venda nos mercados das galerias eram: cana, carambola, fruta do conde, dragon fruit, manga, mangosteen, rambutan e langsat. Por um instante, me senti na Tailândia  😆 O que queria não encontrei: coco verde para tomar a água e comer a polpa e mamão papaia maduro (só encontrei verde).

Apreciei as variedades de chanpuru, iguaria caseira típica dos uchinanchu. Também não poderia deixar de comer o tacorice, prato criado lá. É o tacos (mexicano) sobre o arroz. Tudo bem, a gente pode comer aqui em Nagoia. Mas comer lá é algo bem diferente! Fui a um restaurante especializado em soba que servia o tacorice também. Gente, que molho é aquele?! Simplesmente divino!!! Segundo a atendente, o molho é um segredo da casa. É vermelho, com pimenta mas com algo mais, uma mistura de ardido com doce e salgado, que me encantou! Desta vez não comi carne de cabra (hiija), tampouco joelho de porco. Se você for pra lá, super recomendo!

Também não tomei os sucos naturais nem os sorvetes Blue Seal, famosos nas ilhas. Isso porque na minha alimentação dou preferência para comer as frutas. Em relação ao sorvete, por ser muito doce, não me atrai. E se for sorbet, tem suco de fruta e açúcar, uma combinação cruel. Então, preferi me abster.

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tacorice delicioso! o molho (lado esquerdo) deliciosamente ardido!!!

Diferença entre Yuta e Noro

Perguntei a um amigo: você conhece algum Yuta que pudesse me atender? Ele respondeu: quem faz o nosso destino é a gente mesmo. Pensei, ele tem toda razão. Afinal, como coach prego exatamente isso. Agora, confesso: adoro pedir pra lerem a minha sorte  😆

Estava andando pela galeria quando uma imagem me chamou à atenção. Era uma placa informando que o quiromante fazia a leitura de acordo com os ensinamentos da cultura ancestral de Okinawa. Wow!!! Isso me despertou! Pensei vou deixar pra lá, afinal, não preciso disso. Quem traça meu destino sou eu mesma. Assim, atravessei a avenida para tomar um café no Doutor Coffee, depois de ter caminhado muito. Foi o meu segundo cafezinho do dia que já estava por terminar. Lá me distraí ouvindo as conversas das pessoas que vivem em Naha. Foi muito interessante.

Vi que o relógio marcava 7 minutos depois das 19h00. Pensei ele já deve ter fechado sua barraca. Em todo caso, resolvi ir até a galeria que fica a uns 3 minutos do café. Nessa hora disse pra mim mesma se ele estiver lá é porque o destino quer que eu me consulte. Toquei a campainha, conforme estava escrito. Não é que alguém respondeu “entre”. Wow! Um simpático homem de barba me atendeu e disse para me sentar. Borrifou álcool nas minhas duas mãos, nas dele e disse para fazermos a assepsia. Pediu para apoiar os cotovelos no balcão e deixar as palmas viradas para ele. Tinha uma lâmpada bem forte para iluminar as linhas. Nunca tinha visto essa forma de quiromancia. Em geral, aqui no Japão, os quiromantes tem uma lanterna para iluminar a palma da mão, virada sobre a mesa.

Assim, começa a leitura, já me dizendo como você é forte, exclamou. Depois falou sobre alguns aspectos da minha saúde e acertou todos em cheio. Levei um susto! E assim, a leitura prosseguiu e por duas vezes fiquei arrepiada. Durante a leitura não consegui tirar os olhos de uma peça que ele usava na altura do peito. Linda! E tinha uma explicação sobre a peça em um papel colado no balcão. Minha mente queria se concentrar no que ele me dizia mas por alguns lapsos de momentos, passava os olhos alternadamente no papel e na peça do colar.

Depois que a consulta terminou perguntei sobre a peça e ele me fez uma explicação de algo complicado (pra minha ignorância sobre o assunto). Ele me disse que era Noro e não Yuta. Aiaiai, minha curiosidade só aumentava de tamanho. Assim, recebi uma pequena aula sobre essa diferença. Tanto os Noro quanto os Yuta são pessoas altamente espiritualizadas, com a diferença que o primeiro vem de uma linhagem de Noro, desde os tempos do reinado feminino Ryukyu. Na época, eles é que organizavam as cerimônias religiosas e eram consultados por todos do reinado: de política ao cotidiano do povo. Os Yuta são os conselheiros, meio médicos meio gurus. Nenhum dos dois sai falando sobre isso, mas as famílias quem vivem nas ilhas sabem quem procurar quando necessário.

Foi um encontro interessante! Gostei do homem Noro. Fiquei tão empolgada com o que ouvi que saí de lá deslumbrada e esqueci de perguntar o nome dele.  😕 Ah! esqueci de contar que acabei adquirindo uma peça igual à dele e logo a pus na minha corrente <3 Fiquei #felizdavida e me sinto protegida com ela. Pode ser apenas uma superstição. O que importa é que amei a peça!

Outro lugar pelo qual me apaixonei e fui por 2 noites consecutivas é uma loja que vende cristais. Gente, que energia tem lá dentro! Parece que ela me puxava para ir até lá. Não tinha a intenção de comprar nada pois tenho um monte de pequenas peças em casa. Porém, lendo uma placa com a explicação da pedra terahertz. Terahertz (THz) é uma unidade de medida de frequência eletromagnética equivalente a um trilhão de Hertz, sendo um Hertz igual a um ciclo por segundo. Comprei um pacotinho. A recomendação é de “limpá-la bem com água e sal. Depois, colocar em uma garrafa de vidro para energizar a água de beber”, explicou a moça da loja. Segundo alguns sites japoneses, é um minério artificial que emite uma onda Terahertz. Ele é composto principalmente de silício, titânio, etc. Tem sido apontado para vários benefícios da saúde, apresentados pela mídia, mas ainda não é reconhecido cientificamente, em fase de investigação. A onda Terahertz é encontrada entre a luz e a frequência de rádio e na natureza. Dentro da natureza as ondas Terahertz são encontradas em todas as formas de vida, por isso são chamadas de luz da vida.

Segundo o panfleto que ganhei na loja, o contato da pessoa com esse mineral melhora vários sintomas como frieza, insônia, dores e enrijecimento dos ombros, etc. Ah! Não tive dúvidas: comprei para experimentar  😎 Se gostar, farei um outro post sobre esse mineral, OK?!

Enfim, viajar é maravilhoso! Ainda que não tenham sido minhas férias, foi altamente prazeroso! Voltei com a alma renovada e com disposição.

E você, costuma viajar bastante? Deixe seu comentário aqui, contando sobre as viagens. Até o próximo post!  😉

#tofelizdavida

chatan
praia linda em Chatan, ferve no verão e calma na primavera

 

 

Viajar deixa a gente feliz da vida! Além de ser ótimo para a mente!
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