mindfulness

Cada vez mais pesquisadores investigam os benefícios da meditação. Desta vez, a publicação do trabalho científico dirigido pela Universidade de Zaragoza, Espanha, apresenta um resultado que todo mundo vai querer praticar a milenar meditação. Essa descoberta teve uma repercussão em vários veículos do mundo, em 3 de março de 2016, depois de ter sido publicada na conceituada revista Mindfulness, em fevereiro deste ano. 

Os cientistas analisaram os telômeros de 2 grupos de 20 pessoas cada, com estilos de vida, faixa etária, sexo, vícios e exercícios físicos: um que praticava a meditação zen diariamente por mais de 10 anos e outro que não praticava. Todos foram submetidos a uma série de testes psicológicos e análises clínicas para determinar o tamanho dos seus telômeros.

O que são telômeros

Antes de prosseguirmos para os resultados, vou explicar o que são telômeros – “são estruturas constituídas por fileiras repetitivas de proteínas e DNA não codificante que formam as extremidades dos cromossomos”, explica o Wikipedia. Para facilitar a compreensão, imagine aquela parte revestida com plástico de um cordão do seu tênis. Supondo que o cordão seja um cromossomo, essa parte plástica da ponta do cordão é o telômero. O que é que esse telômero tem a ver com o envelhecimento? O encurtamento do telômero faz a pessoa envelhecer, descobriu a ciência.

O encurtamento dos telômeros está associado a doenças como demência, hipertensão, doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2, em pessoas com o avanço da idade. Além disso, dietas pobres em nutrientes, vícios como nicotina e álcool, além de hábitos como dormir pouco ou ter péssima qualidade de sono e o estresse, contribuem para encurtá-los. Ou seja, para o envelhecimento.

Young Woman Meditating on the Floor --- Image by © Royalty-Free/Corbis
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Resultado da pesquisa: mais satisfação com a vida!

Os pesquisadores descobriram que os telômeros dos meditadores de longa data eram bem mais longos do que os não praticantes. A média dessa medida é de cerca de 10% maior. Muitos traços psicológicos foram associados com o fato de ter telômeros mais longos, incluindo maiores habilidades mindfulness (difícil de traduzir ao pé da letra – algo como plena consciência), satisfação com a vida e felicidade subjetiva. Ainda, para os mais jovens que possuem os telômeros mais longos, foram detectados elevada autocompaixão e a não repressão de memórias dolorosas.

Se você ainda não pratica meditação, tem mais um motivo para iniciar um programa já. Todos podemos envelhecer, avançar na idade cronológica, entretanto, podemos fazer isso de forma a não ter doenças crônicas que nos invalidem. Vamos pensar nisso?

#tofelizdavida

Imagens: Flickr e Pixabay

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