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Alimento considerado o queridinho das pessoas no mundo (Pixabay)

O chocolate é um alimento queridinho em qualquer lugar do mundo, ao ponto de termos uma palavra – chocólatra – no dicionário, para definir a pessoa viciada no chocolate. Pois bem, o foco deste post é sobre esse alimento! E que tipo de chocolate traz mais benefícios para o cérebro.

Muitas das pessoas que consomem chocolate dizem “ele traz felicidade”. Já ouvi isso muitas vezes quando as pessoas estão comendo um bolo de chocolate ou brigadeiro.  😉   Na verdade, penso que isso é apenas uma desculpa para a pessoa se justificar.   😉  Não sou viciada nesse alimento e só como ocasionalmente. Apesar de ter tantas marcas consideradas deliciosas, não é algo que me chame à atenção. Confesso que quando me sinto um pouco cansada tenho vontade de dar umas mordidas em uma barrinha do chocolate marrom. O branco, definitivamente, não me atrai. E que sorte a minha! Pois, a pesquisa que vou apresentar aqui diz que ele não tem um nutriente importante para o cérebro. Aliás, o branco é rico em gordura e calorias, por isso, engorda.  🙁

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Por incrível que pareça o brasileiro não consome tanto chocolate assim, apenas 2 Kg por ano (Pixabay)

Quais são os povos que mais consomem chocolate

O chocolate é um alimento muito consumido pelos alemães. A média é de 11,5 Kg por habitante, anualmente. Depois vem a Suíça com 10,8 Kg, a Noruega com 9 Kg e Argentina com 5 Kg. Ah! E cadê o Brasil? Cadê o Japão? Pois é, esses dois países têm baixo consumo per capita. No Brasil apenas 2,2 Kg por habitante, enquanto no Japão 2,01 Kg. Parece que o Brasil tem aumento de consumo na Páscoa. Já aqui no Japão, na época do Valentine’s Day. Como os chocolates daqui são tão bons quanto os dos países europeus, pensava que o povo comesse mais.

Café, exercícios físicos ou palavras cruzadas ajudam a prevenir demência (Pixabay)
Café, exercícios físicos ou palavras cruzadas ajudam a prevenir demência (Pixabay)

Para manter o cérebro saudável

Segundo uma publicação feita pela Harvard Health Publications, de 16 de agosto deste ano, pelo médico e doutor Robert H. Shmerling, “com a idade, as doenças que causam demência, como acidente vascular cerebral, Alzheimer e Parkinson, tornam-se mais comuns. E como temos um envelhecimento da população, as previsões são que a demência se tornará muito mais comum no futuro próximo. No entanto, apesar de décadas de pesquisa, não há tratamentos altamente efetivos para a demência.

Quanto às medidas preventivas, as melhores recomendações são aquelas que o seu médico faria de qualquer maneira, como o exercício regular, a escolha de uma dieta saudável, a manutenção de uma pressão arterial normal, a não fumar e a beber apenas com moderação. ‘Exercício do cérebro’ (como problemas de matemática ou jogos de palavras desafiadores) e uma variedade de suplementos não são comprovados para preservação a longo prazo da função cerebral ou prevenção de declínio cognitivo. Enquanto alguns estudos sugerem que os antioxidantes, o óleo de peixe, os estimulantes como a cafeína ou outros alimentos específicos podem ajudar a melhorar a função cerebral ou prevenir a demência, esses benefícios são difíceis de provar e os estudos não foram conclusivos na melhor das hipóteses”, explica o médico.

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Relação do chocolate (e cacau) com o cérebro (Pixabay)

Novidade: cérebro e o chocolate

Uma nova revisão publicada na edição de maio de 2017 da Frontiers in Nutrition analisou a evidência até hoje de que os flavanóis (encontrados em chocolate escuro e cacau, entre outros alimentos) podem beneficiar a função cerebral humana. Os flavanóis são uma forma de flavonóides, substâncias baseadas em plantas que possuem efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes. Aqui está uma amostra das descobertas:

  • O consumo de curto prazo pode ser útil. Por exemplo, um estudo de 2011, feito entre adultos jovens, descobriu que 2 horas depois de consumir chocolate escuro (com alto teor de flavanol), a memória e o tempo de reação foram melhores do que aqueles que consumiram chocolate branco (com baixo teor de flavanol).
  • O consumo a longo prazo pode ser útil. Um estudo de 2014 descobriu que, entre os adultos de 50 a 69 anos, os que tomavam um suplemento de cacau com alto teor de flavanol durante 3 meses apresentaram melhor desempenho em testes de memória do que os que foram designados para tomar um suplemento de cacau de baixo flavanol.
  • Vários estudos demonstraram evidências de melhora do fluxo sanguíneo cerebral, níveis de oxigênio ou função nervosa, conforme medições por testes de imagem ou testes de atividade elétrica no cérebro após o consumo de bebidas de cacau. Mas, como essas mudanças não foram rotineiramente associadas ao desempenho aprimorado em tarefas cognitivas, é difícil conectar os resultados diretamente a uma melhor função cerebral.

O autor da matéria diz “os autores sugerem que, embora essas descobertas sejam encorajadoras e intrigantes, é necessário mais pesquisa, especialmente porque a maioria dos estudos até agora tem sido pequena e muitos não conseguiram eliminar a possibilidade de um efeito placebo”.

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Flavanoides são encontrados em tomate cereja e outros vegetais como o brócolis e cebola (Pixabay)

Onde encontrar mais flavanois iguais ao do chocolate

Segundo o autor, “chocolate escuro e cacau não são os únicos alimentos que contêm flavanóis. Muitas frutas e vegetais são ricos em flavanóis”. São eles:

  • maçãs,
  • uvas vermelhas,
  • brócolis,
  • tomates cereja,
  • feijão,
  • couves e
  • cebolas.

Os flavanóis representam um grupo específico de bioativos ou nutrientes derivados de plantas, dentro da família maior de compostos naturais conhecidos como flavonóides. A pesquisa publicada mostrou que o consumo regular de flavanóis na dieta pode promover a função saudável dos vasos sanguíneos. Os flavanóis de cacau são únicos. Embora haja uma variedade de fontes de flavanol, nem todos os flavanóis são criados iguais. Os cientistas descobriram que as quantidades globais, bem como as formas e misturas específicas dos flavanóis presentes em cada um desses alimentos são diferentes. O cacau é o alimento mais abundante em flavanóis, explica o site Mars – Center for Cocoa Health Science.

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A escolha do “bom” chocolate para o cérebro, também fará bem ao corpo (Pixabay)

Cuidado com o chocolate que consome

O autor da matéria diz para observar que nem todo chocolate é saudável para o cérebro ou para o corpo. “O chocolate escuro e o cacau têm altos níveis de flavanol, enquanto o chocolate com leite e o chocolate branco têm níveis muito mais baixos”, explica. Além disso, muitos tipos de chocolate tem doses elevadas de açúcar, gorduras e calorias. Então, mesmo que o chocolate escuro seja bom para o cérebro, é improvável que os médicos recomendem uma barra desses por dia, emenda.  :mrgreen:

Ele encerra o seu texto dizendo “conheço muitas pessoas que estão mais do que dispostas a aceitar qualquer sugestão de que o chocolate é saudável, apenas para justificar o alto consumo de chocolate. Mas, levará mais do que a evidência que temos agora para me convencer de que o chocolate ou os flavanóis podem realmente preservar ou melhorar a função cerebral”. Portanto, fica a dica muito séria. Cuidado com o chocolate que você e eu consumimos.   :roll:

Eu sou uma que vai continuar preferindo obter flavanois através dos vegetais, pois eles sim, são irresistíveis!

Se tem algo que adoro é arroz com feijão e verdurinhas refogadas e em salada! Me deixa no modo #tofelizdavida  😀  Ah! Me lembrei de algo encantador. Um dos melhores pratos que comi em um restaurante mexicano foi o pollo con chocolate. Sim, isso mesmo: frango com molho de chocolate (salgado, claro!). Super recomendo! Basta procurar a receita na internet e vai encontrar aos montes. ¡Muy rico! 

E pra você, quais são os alimentos aqui citados que te deixam #felizdavida? Comente no campo abaixo e compartilhe com seus amigos, por favor! ↓↓↓↓↓↓↓↓↓

arroz e feijao

 

Os efeitos do chocolate no nosso cérebro
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