TED Talks Robert Waldinger

Uma das coisas maravilhosas que as instituições universitárias do porte da Harvard é que elas sempre nos surpreendem com pesquisas científicas da melhor qualidade! Desta vez não é diferente. Você pode acreditar que a pesquisa da qual vou comentar já está na 4a. direção e dura – pasme – 75 anos?  

Pois é… 75 anos! Imagine que os entrevistados eram crianças e hoje estão perto dos 90 anos de idade. Esses escolhidos vieram do tempo antes da guerra, passaram por ela, outras crianças vieram de famílias pobres de Boston. Essas pessoas constituíram famílias, tem netos e bisnetos; um foi eleito presidente dos Estados Unidos, outros foram para o caminho da bebida alcóolica, uns se aposentaram como pedreiros, outros como advogados. Ou seja, uns foram “bem sucedidos” e outros “mal sucedidos”.

O que essa pesquisa analisa é o que torna a vida realmente boa? Ela não analisa o quanto de dinheiro que elas ganharam, quanto trabalharam ou qual foi o grau de sucesso que atingira. Ela quer continuar a saber o que é felicidade para essas pessoas e seus familiares.

Os bons relacionamentos mantém-nos mais felizes e saudáveis, enquanto a solidão mata.

As relações humanas, sociais e íntimas determinam a saúde, a longevidade e o grau de felicidade das pessoas, constataram os pesquisadores. “Os bons relacionamentos mantém-nos mais felizes e saudáveis, enquanto a solidão mata. Ponto final”, explica Robert Waldinger, o 4o. diretor que continua na condução da pesquisa.

Você se conecta com pessoas que ama?

A conectividade com os familiares, os amigos e com a comunidade tornam as pessoas mais felizes, são fisicamente mais saudáveis e vivem mais. A equipe de Waldinger da Harvard, analisa, grava, filma, examina sangue e faz tomografia dos cérebros desses entrevistados ao longo dos 75 anos.

A solidão é tóxica, explica o pesquisador. Ela antecipa as demências, diminui o tempo de vida e junto vem a infelicidade. A solidão faz parte de 20% das pessoas nos Estados Unidos. Na minha opinião, pode ser um retrato do mundo contemporâneo. Eu mesma já experimentei esse sentimento de estar só no meio da multidão, de não me sentir inserida, amada e aceita, talvez até por mim mesma. Isso é, de fato dolorido.

Como explica o pesquisador, não importa o número dessas pessoas com as quais temos um relacionamento afetivo. O que importa é a qualidade dessa relação: de afeto verdadeiro. Pois, relacionamentos com brigas e conflitos são ruins para a saúde.

A solidão é tóxica

Você deve querer saber qual foi ou quais foram os fatores determinantes para as pessoas que chegaram aos 80 ou 90 anos, felizes?

A resposta parece estar na faixa etária dos 50 anos. Não foi a taxa de colesterol que determinou o seu estado de felicidade futuro. Foi a qualidade dos seus relacionamentos! O afeto é protetor para ser longevo e feliz. E o afeto afeta também a qualidade do cérebro. Olhe só que estudo mais fantástico! É muito importante para nós humanos, saber que podemos contar uns com outros, de verdade.

Bem, não vou contar mais. Recomendo fortemente assistir ao vídeo, com legenda em português, para ouvir a essa voz macia e carinhosa desse pesquisador e tirar suas próprias conclusões.

Viva a pesquisa científica!!!

Se preferir assistir com legenda, clique aqui. Logo abaixo do vídeo está escrito Subtitles, clique e selecione Portuguese.

O que torna a vida realmente boa? Estudo longuíssimo sobre FELICIDADE
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