Sábado pela manhã, cara de preguiça. Meditei por 30 minutos (consegui!), depois fiz uma sessão de quase ioga, na verdade, um alongamento mais caprichado e tomei o costumeiro café com óleo de côco. Claro, me servi de ovos mexidos com batata doce assada no lugar do pão crocante com manteiga.  

O que menos imaginava é ler um livro inteirinho. E vou contar pra você como isso aconteceu.

Queria ler Faça Acontecer (Lean In, original em inglês), da aclamada e poderosa diretora do Facebook, Sheryl Sandberg. Pra falar a verdade, comecei a ler sem grandes expectativas, apesar das críticas terem apontado o livro como excelente ao ponto de se tornar best seller no mundo.

Enfim, com uma caneca de xícara de café com canela, peguei o livro e li linha por linha desde a dedicatória. O que aconteceu é que fui me envolvendo, como raramente tem acontecido. Confesso que estou lendo simultaneamente 3 outros livros e não terminei nenhum. Aí pensei “ah os demais são de língua inglesa e me dá preguiça mental de ler e interpretar em um idioma que não é o meu pátrio”. Mera desculpa. Mera procrastinação, pois os demais são excelentes, de autores magníficos.

A narrativa de Sheryl Sandberg é excelente. Ela tem a capacidade de conduzir o leitor ao seu passado relembrando fatos pontuais da carreira e o traz de volta ao mundo atual, com uma destreza incrível. Sem falar que suas histórias são verdadeiras lições de mentoria. Aliás, ela fala dos seus mentores do e das mentoras oferecidas às pessoas, sendo que algumas nem perceberam isso, no capítulo 5. Ela cita que os estudos mostram que os mentores escolhem seus protegidos pelo desempenho e pelo seu potencial. Pelo que descreve, as mulheres são reconhecidas e destacadas pelo desempenho, enquanto que os homens pelo seu potencial. Observação perspicaz e interessante.

Isso não é um mentor, é um terapeuta

Bem, na sequência do assunto mentoria, ela diz {Precisamos parar de dizer: “Consiga um mentor e você se destacará”. Em vez disso, precisamos lhes dizer: “Destaque-se e você conseguirá um mentor”.} E conta a história de uma moça de sua equipe ainda no Google. “Durante anos, acompanhei uma moça extremamente talentosa em minha equipe no Google e sempre lhe dei conselhos quando ela precisava tomar alguma decisão importante. Nunca usei a palavra mentora, mas investi muito tempo no crescimento dela. Por isso fiquei surpresa quando, um dia, ela declarou taxativamente: Nunca tive um mentor nem ninguém realmente acompanhando meu trabalho. Perguntei o que, para ela, significava um mentor. Ela explicou que seria alguém com quem conversasse pelo menos uma hora por semana. Sorri, pensando: Isso não é um mentor, é um terapeuta.”

Quando li este trecho ri sozinha. Sim, entendo perfeitamente o que ela quiz dizer! E me lembrei dos valiosos conselhos recebidos pelos diretores quando era uma jovem querendo fazer carreira dentro de uma emissora de TV. Sim, eles não tinham tempo de sobra para fazer “terapia”. O mentor é, de fato, um grande conselheiro que dispõe de seu tempo para resolver assuntos pontuais. Sem mimimi. E, ambas as partes precisam querer obter resultados concretos.

A autora fala abertamente de questões familiares versus trabalho, do emocional, das suas inseguranças, da atitude de realizar mesmo que isso não traga um resultado bom, dos seus esforços e da gratidão.

“Em todas as etapas de minha carreira, tenho atribuído meu sucesso à sorte, ao esforço no trabalho e à ajuda dos outros.”

As frases espalhadas pelo Facebook como “Avance e arrisque”, “O que você faria se não tivesse medo?” ou “A sorte favorece os ousados”, que ela menciona quando fala do medo que o sucesso profissional traz às mulheres, foram um tapa na minha cara. Ao mesmo tempo em que pensei “cara, é isso!!!” percebi o quanto me podo por medo e insegurança.

O que me tranquilizou é que mesmo sendo tão poderosa e talentosa, ela também, assim como milhões de mulheres no Planeta, ainda tem medo de ousar plenamente como os homens. A verdade é que essas palavras sinceras me encorajaram e passei a querer um lugar à mesa. Você só vai entender do que se trata (um lugar à mesa) se assistir à palestra dela no TED ou ler o livro, capítulo 2.

E quando ela cita que nós mulheres somos uma “fraude”, como um sintoma de um problema, concordo com ela. Sim, nós nos subestimamos sistematicamente, como ela escreve. Ela ainda cita a eficácia da estratégia de “fingir até sentir” por 2 minutos apenas. Isso faz com que os níveis do hormônio do estresse diminua enquanto os níveis do de dominância (testosterona) subam, segundo pesquisa que analisou uma simples mudança na postura/pose. E eu confesso que faço isso quanto preciso (em aula, em público): sorrio forçosamente quando estou de mau humor, até que a alegria vem de verdade.

O que você faria se não tivesse medo?

Como sou franca e direta enfrento muitas críticas. E me senti mais acolhida ao ler sobre a questão da simpatia que se espera de uma mulher, de ser doce, sempre sorrindo, leal e competente. Cita Arianna Huffington, de quem sou fã, que ela “percebeu que o preço de dizer o que pensava era inevitavelmente ofender alguém”. Enfim, mesmo para as mulheres mais poderosas do mundo ainda se espera que elas se manifestem sorrindo, femininas, ainda que tenham que dizer coisas duras. Agora, imagine isso, para nós mulheres, do mundo corriqueiro…

O capítulo que fala da escalada profissional é muito interessante! Ela afirma que a escada é única – ou sobe ou desce, enquanto que o trepa-trepa oferece outras possibilidades de crescimento porque pode ser “explorado de maneira mais criativa”. Achei essa analogia fantástica!

Jungle-gym
trepa-trepa pode ser explorado de maneira mais criativa do que a escada da carreira profissional

Mulheres de sucesso como ela e que comandam centenas ou milhares de pessoas também engravidam. Também cuidam das tarefas domésticas, tem um companheiro e gerenciam tudo isso. Ela fala de cada um desses aspectos com muita lucidez e conta como é sua relação com o marido. Dá dicas de como dialogar com o companheiro para a divisão das tarefas do lar, sem que isso gere estresse para uma das partes, como costuma acontecer.

Tendo trabalhado num gabinete público de alta importância e em outras grandes empresas da iniciativa privada seus aprendizados foram de uma imensidão, por estar aberta a isso, naturalmente. Ela cita um deles “Liderar é melhorar os outros em função de sua própria presença e garantir que o impacto perdure em sua ausência”, na Harvard. Complementa com o que a gente sabe e não pratica: “os ganhos sociais nunca são dados de mão beijada. Tem que ser conquistados”, afirma.

Declara-se feminista e trabalha pela igualdade. E percebe-se o quanto isso é verdadeiro, não só nas palavras quanto nas suas atitudes de ouvir, de humildade e na liderança. E outro detalhe importante: nas suas metas, com foco, o aprendizado constante ocupa boa parte desse tempo. Grande lição para nós!!!

Com profunda e imensa gratidão dirigiu palavras a cada uma das pessoas que a ajudaram, que fazem parte do seu círculo, que a apoiaram e lhe deram amor, como seu marido. Decidiu que a renda obtida através do livro traduzido para “n” idiomas, será revertida para as obras da organização Lean In Circles. E assim, tem empoderado milhares de mulheres em todas as partes do Planeta. Que incrível!!! Em um outro TED ela explica que milhares de grupos se formaram ao redor do mundo com participação de trocentas mil mulheres engajadas em resolver suas questões pessoais, carreiras, bem estar, transição, empreender, etc. Que maravilhoso!!!

Depois da meditação, acreditando no fluxo do amor e da paz, foi um presente ter lido esse livro!!! Foram tapas na cara, identificações (em menor escala), momentos de humor e emoção, reflexões e puro encorajamento!

Enfim, qual foi o resultado de ter lido o livro

Super recomendo ler esse livro envolvente e encorajador!!! Ao terminá-lo me senti cheia de energia, renovada, aliviada e com muita vontade de fazer algo diferente, dentro da minha missão de vida e seguir meus sonhos. Sim, como os sonhos são importantes para continuarmos vivos e cheios de alegria! Agora, já estou aqui pensando como viabilizá-los. Ou melhor, rever minhas metas para 2016, 2017 e para daqui a 10 anos.

Destaque-se e você conseguirá um mentor

Recomendo o livro para todas as mulheres que empreendem dentro das empresas onde trabalham ou nos seus próprios negócios. Também recomendo aos homens que tem companheiras ou esposas inseridas no mercado de trabalho. Ela aborda a questão do relacionamento e da divisão de tarefas de uma forma bem prática.

Entretanto, imagino o quão difícil deva ter sido o luto para ela. É impossível mensurar a dor da perda do marido, subitamente, quando se encontravam de férias em família, no México. O mundo inteiro se sensibilizou com a carta que escreveu a Dave, 1 mês depois de sua morte.

Eu tenho aprendido que a resiliência pode ser aprendida

A tradução foi postada na Revista Exame (2 de maio de 2015):

“Hoje é o fim do ‘Sheloshim’, os primeiros trinta dias de luto, para meu amado marido. O judaísmo denomina de ‘Shiva’ um período de intenso luto, que dura sete dias após o enterro de alguém querido. Depois do Shiva, a rotina pode voltar ao normal, mas é o fim do Sheloshim que marca a realização completa do luto por um cônjuge.

Um amigo de infância, que agora é um rabino, recentemente me disse que a oração mais poderosa que ele já leu foi: ‘não me deixe morrer enquanto ainda estiver vivo’. Eu nunca teria entendido essa oração antes de perder Dave. Agora eu entendo.

Penso que, quando uma tragédia acontece, ela nos apresenta uma escolha. Você pode se render ao vazio que enche seu coração, seus pulmões, tira sua capacidade de pensar ou até mesmo de respirar. Ou você pode tentar encontrar o sentido de tudo isso. Nesses últimos trinta dias, eu fiquei perdida no vazio por muitos momentos. E eu sei que muitos momentos futuros serão consumidos do mesmo jeito por esse mesmo vazio.

Mas, quando eu posso, eu quero escolher a vida e o significado.

E é por isso que eu estou escrevendo: para marcar o fim do Sheloshim e dar de volta um pouco do que os outros têm me dado. Enquanto a experiência de doar é profundamente pessoal, a braveza daqueles que compartilharam suas próprias experiências tem me ajudado a me recolocar nos eixos. Alguns dos que abriram seus corações foram os meus amigos mais próximos. Outros foram totais desconhecidos que compartilharam sabedoria e conselhos publicamente. Então, eu estou compartilhando o que eu aprendi, na esperança de que isso ajude outro alguém. Na esperança de que exista algum sentido para esta tragédia.

Eu envelheci trinta anos nestes trinta dias. Eu estou trinta anos mais triste. Eu me sinto como se fosse trinta anos mais sábia.

Eu ganhei um entendimento bem mais profundo de o que é ser uma mãe, com a agonia que eu senti quando meus filhos gritaram e choraram, e com a conexão que minha mãe teve ao sentir meu sofrimento. Ela tem tentado preencher o vazio na minha cama, me abraçando firme toda noite enquanto eu choro até dormir.

Ela tem lutado para segurar suas próprias lágrimas para dar lugar às minhas. Ela tem me explicado que a angústia que eu estou sentindo é ao mesmo tempo minha e dos meus filhos, e eu entendi que ela estava certa quando eu vi a dor nos olhos dela.

Eu aprendi que eu nunca vou realmente saber o que dizer para outros que precisam de conforto. Eu acho que eu entendi tudo errado antes; eu tentei afirmar a todo mundo que eu estava bem, pensando que a esperança era a coisa mais confortável que eu poderia oferecer. Um amigo meu com câncer avançado me disse que a pior coisa que as pessoas podem dizer a ele é: “tudo vai ficar bem”. Aquela voz na cabeça dele ficava gritando: “como você sabe que tudo vai ficar bem? Você não entende que posso morrer?”. Eu aprendi nesse último mês que ele estava tentando me aconselhar. A real empatia é, às vezes, não insistir que tudo vai ficar bem, mas saber que provavelmente não vai.

Quando as pessoas dizem para mim “você e seus filhos irão encontrar a felicidade de novo”, meu coração me diz: “sim, eu acredito nisso, mas eu sei que eu nunca mais vou sentir o prazer puro novamente”. Aqueles que têm dito “você irá encontrar um ‘novo normal’, mas nunca será tão bom quanto antes” me confortam mais porque eu sei que eles estão falando a verdade.

Até um simples “como você está?” – na maioria das vezes, perguntado na melhor das intenções – seria melhor substituído por um “como você está hoje?”. Quando me perguntam “como você está?”, eu me esforço e me impeço de gritar: “meu marido morreu há um mês, como você acha que eu estou?”. Quando eu escuto “como você está hoje?”, eu percebo que essa pessoa sabe que o máximo que consigo fazer agora é viver cada dia.

Eu tenho aprendido sobre algumas coisas práticas que importam. Sabemos agora que o Dave morreu imediatamente, mas eu não sabia disso na ambulância. A ida até o hospital foi completamente lenta. Eu ainda odeio cada carro que não deu passagem, cada pessoa que se importava mais em chegar ao seu destino alguns minutos antes do que dar passagem para nós passarmos. Eu notei isso enquanto eu dirigia em diversas cidades e diversos países. Vamos todos sair do caminho! O pai, parceiro ou filho de alguém talvez dependa disso.

Eu tenho aprendido o quão efêmera cada coisa pode ser sentida, e talvez isso seja tudo. Que qualquer que seja o “tapete” em que você esteja, ele pode ser puxado de você sem nenhum aviso. Nos últimos trinta dias eu ouvi de várias mulheres que perderam os maridos que vários tapetes foram puxados. Algumas suportaram e lutaram sozinhas com o sofrimento emocional e a insegurança financeira. Me parece tão errado que nós abandonemos essas mulheres e suas famílias quando elas mais precisam.

Eu tenho aprendido a pedir ajuda, e tenho percebido o quanto de ajuda eu preciso. Até agora, eu tenho sido a irmã mais velha, a diretora de operações, a doadora e a organizadora. Eu não planejei isso, e quando aconteceu, eu não era capaz de fazer a maioria das coisas. Os mais próximos a mim foram os que comandaram tudo. Eles planejaram. Eles arrumaram. Eles me disseram para sentar e me lembrar de comer. E ainda fizeram muito para apoiar a mim e aos meus filhos!

Eu tenho aprendido que a resiliência pode ser aprendida. Adam Grant me ensinou três coisas que são essenciais para a resiliência e que eu posso aprender todas elas. Personalização: admitir que não é minha culpa. Ele me disse para banir a palavra “desculpa”. Para dizer a mim mesma várias e várias vezes que não é minha culpa. Permanência: lembrar que eu não vou me sentir assim para sempre. Que vai ficar melhor. Infiltração: isso não vai afetar cada parte de mim. É a habilidade de permanecer saudável.

Para mim, começar essa transição de voltar para o trabalho tem sido salvadora, a chance de me sentir útil e conectada. Mas eu descobri que mesmo essas conexões mudaram. Muitos dos meus colegas de trabalho têm um olhar de medo quando se aproximam de mim. Eu descobri que eles queriam me ajudar mas não tinham certeza de como fazer isso. “Devo mencionar isso? Não devo falar disso? Se eu falar, o que diabos vou dizer?”. Eu percebi que, para restabelecer a proximidade com meus colegas que sempre foram importantes para mim, eu precisava deixar eles entrarem. E isso significava ser o mais aberta e vulnerável que eu podia.

Eu disse para aqueles com quem trabalho mais que eles poderiam me fazer perguntas honestas, e eu iria responder. Também disse que tudo bem se eles quisessem falar de como eles se sentiam. Uma colega admitiu que estava dirigindo até minha casa frequentemente, em dúvida se entrava ou não. Outro disse que ficava paralisado quando eu estava por perto, preocupado que talvez dissesse a coisa errada. Falando abertamente do medo de dizer e fazer alguma coisa errada. Um dos meus desenhos favoritos de todos os tempos é um elefante na sala do telefone, escrito “isso é o elefante”. Uma vez que enfrentei o elefante, nós pudemos tirar ele da sala. (Nota da tradução: a expressão em inglês “elefante na sala” significa quando uma verdade é tão óbvia que não dá para ser ignorada).

Ao mesmo tempo, há momentos em que eu não consigo deixar as pessoas entrarem. Eu fui a uma noite na escola quando as crianças mostram aos pais os desenhos nas paredes das salas de aula. Muitos dos pais, os quais também têm sido muito gentis, tentaram fazer contato ou falar algo que eles pensavam ser confortável. Eu olhava para baixo o tempo todo, para que nenhum deles me olhasse nos olhos, com medo que isso me deixasse pior. Eu espero que eles tenham entendido.

Eu tenho aprendido sobre gratidão. A verdadeira gratidão pelas coisas que eu tomava como garantidas antes, como a vida. Como alguém de coração partido, eu olhava para meus filhos todos os dias e agradecia por eles estarem vivos. Eu aprecio cada sorriso, cada abraço. Eu não vejo mais cada dia como garantido. Quando um amigo me disse que ele odiava aniversários e, por isso, não os celebrava, eu olhei para ele em meio a lágrimas: “Celebre seu aniversário, caramba! Você tem sorte de ter cada um deles”. Meu próximo aniversário vai ser muito deprimente, mas estou determinada a celebrá-lo no meu coração mais do que eu jamais celebrei um aniversário antes.

Eu sou realmente agradecida aos muitos que ofereceram sua simpatia. Um colega me disse que sua esposa, quem eu nunca conheci, decidiu mostrar seu apoio indo de volta à escola para obter seu diploma, coisa que ela estava enrolando por anos para fazer. Sim! Quando as circunstâncias permitem, eu acredito, mais do que nunca, em aprender. E muitos homens, alguns que eu conheço e outros que eu sei que nunca irei conhecer, estão honrando a vida de Dave passando mais tempo com suas famílias.

Eu não consigo expressar a gratidão que eu senti à minha família e aos meus amigos que têm feito tanto para me ajudar, e continuam fazendo. Nos momentos brutais quando eu sou preenchida pelo vazio, quando os meses e anos me parecem vazios e intermináveis, só as faces deles me colocam de volta nos eixos. Minha gratidão por eles não tem fim.

Eu estava falando para um desses amigos sobre as atividades de pais e filhos que Dave não está aqui para fazer. Nós pensamos num plano para colocar ele nisso. Eu chorei para ele e disse “mas eu quero o Dave, eu quero a primeira opção”. Ele colocou o braço em volta de mim e disse “a primeira opção não está disponível, então fique satisfeita com a opção B”.

Dave, para honrar sua memória e colocar pra cima seus filhos como eles merecem, eu prometo fazer tudo que eu posso para me satisfazer com a opção B. E mesmo quando o ‘Sheloshim’ acabe, eu ainda estarei em luto pela opção A. Como Bono cantou “there is no end to grief… And there is no end to love”.
Eu te amo, Dave.”

Levei puxões de orelha, me emocionei de chorar e me encorajei com Sheryl Sandberg
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