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Você já ouviu falar em alcachofra-de-jerusalém? Pois é, vou te contar como descobri esse vegetal, quais os benefícios e como consumir.

Outro dia fui à quitanda que fica perto de casa. Sim, mesmo com supermercados gigantes, ainda há quitandas no centro de Nagoia! Fiquei encantada com os legumes, verduras e frutas que havia lá. Voltei com a sacola cheia e também cheia de alegria! Encontrei uma couve crespa, em um pacotão imenso. Comi couve a semana toda! O que mais gostei dessa couve crespa é que ela é muito macia e saborosa. Para quem mora no Brasil, encontrar couve ou beterraba não é novidade. Porém, pra quem vive do outro lado do Planeta, encontrar esses vegetais é uma alegria!

菊芋 – o que é isso?

Bom, entre os vegetais todos expostos, um deles me chamou à atenção. Havia uma placa com a escrita 菊芋, o que se lê kiku-imo. Ou seja, se traduzisse ao pé da letra seria algo como tubérculo de monsenhor (flor). Ah… apague isso imediatamente do seu cérebro (risos). Em japonês, é assim conhecida. Tinha até um panfleto porque as pessoas não sabiam nem como preparar essa raiz – supus isso por que tinha terra. E eu, muito menos, conhecia esse vegetal.

No panfleto estava escrito que, por ser de baixa caloria, é ótimo para quem faz dieta para emagrecimento. Não é o meu caso, mas outra coisa me chamou à atenção, por ter amigos com diabetes. “É indicada para quem tem diabetes porque ele tem propriedade de fazer baixar o índice glicêmico, por conta da inulina!!! Wow!

Fiquei curiosíssima sobre esse vegetal que não conhecia e fui pesquisar. Veja o que encontrei.

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Alcachofra-de-jerusalém?

É conhecida no Japão como insulina natural. Wow! Esse tubérculo foi introduzido no Japão através dos americanos. É nativo dos Estados Unidos mas parece que os Tupinambás consumiam isso no Brasil também, tanto que é chamado de Tupinambo na França.

A inulina presente na alcachofra-de-jerusalém, é um carboidrato diferente do amido. Segundo o Wikipedia, “a inulina, por meio da cocção, se decompõe em moléculas de frutose. Por esta razão é uma fonte importante de frutose para a indústria”. No Japão, esse vegetal fresco é consumido pelas donas de casa para o preparo de comida. Além disso, ele é vendido em pó, desidratado e como suplemento, tamanha a importância para quem tem diabetes.

A alcachofra-de-jerusalém contém 15% de inulina e pouco amido, cerca de metade da batatinha, por exemplo. De baixa caloria, é rica também em minerais como sódio, potássio, ferro, cálcio, fósforo e magnésio. Por isso, é apreciada pelos marombeiros e pessoas que visam a saúde.  O potássio é responsável pela excreção de sódio (sal). É eficaz na pressão arterial elevada. Além disso, tem também a função de evitar espasmos dos músculos devido ao exercício de longo período.

Benefício da alcachofra-de-jerusalém para os diabéticos

Segundo o site japonês asoshizen,  a fibra da alcachofra-de-jerusalém abranda o nível de glicose no sangue. A fibra dietética solúvel em gel hidratado, o qual ‘embrulha’ o sódio, o açúcar e o colesterol em excesso, bloqueando a absorção pelo organismo. Como resultado, diminui-se a absorção da glicose pela corrente sanguínea, o que ameniza os valores elevados de glicose no sangue”.
A explicação é clara: “não reduz o açúcar no sangue, porém a mas a alcachofra-de-jerusalém tem essa eficácia na ação da redução da absorção, a tal ponto de ser chamada de insulina da horta“.

“Apesar da inulina ser um hidrato de carbono, como não há um enzima que a degrade no corpo humano, não afeta o nível de glicose no sangue e pode ser ingerida em grande quantidade”, explica o site.

Benefício da alcachofra-de-jerusalém para o intestino preso

Segundo o mesmo site, “a inulina, quando transportada para o intestino é dividida em frutano, polissacarídeo da frutose, servindo de alimento para as bifidobactérias, as do bem”. Portanto, o consumo desse vegetal é considerado muito bem para acabar com o intestino preso.

Onde encontrar e em que época

Durante o período de colheita, que vai de novembro a março/abril, é possível encontrá-la nas bancas das quitandas, verdurarias e nos supermercados.

Fora de época a recomendação é comprar esse tubérculo nas lojas especializadas que o vendem em pó ou desidratado.

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alcachofra-de-jerusalém ficou saborosa no misoshiru para acompanhar jantar com peixe

Como preparar a alcachofra-de-jerusalém

O sabor da alcachofra-de-jerusalém para consumi-la crua, em salada, por exemplo, é quase nulo. Vou explicar. Eu costumo não descascar as batatas doces, batatinhas, cenouras, etc.. Portanto, lavei bem e experimentei crua. A casca dá uma leve “amarradinha” na boca, bem mais suave do que um caqui quase maduro. O tubérculo é branco e suculento. Tem a crocância de uma pera japonesa e sabor suavemente doce. Se você não gosta desse “amarradinho”, pode usar o peeler para remover sua casca, que é bem fininha.

Quando preparado em pratos quentes como sopa ou cozido em caldo, assado, o sabor doce parece aumentar. É saboroso, tem a consistência de uma batata, sem amido. Essa é a sensação.  Ah! Experimentei também cozinhar no vapor. O processo é bem mais rápido do que a batatinha. E ficou muito saboroso na salada quente!

Achei a alcachofra-de-jerusalém uma delícia! Vai bem na sopa e nos ensopados, com frango ou carne vermelha. Também ficou ótima no misoshiru (sopa de soja)!!!

Só tem um porém: deve ser consumida assim que comprar, pois em alguns dias ela começa a murchar. O preço? Já estava me esquecendo de comentar. Não me lembro mas acho que custou 280 ienes por um pacotão, tanto que consumi em saladas fria e quente, sopa e ensopado.

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#tofelizdavida

Excelente para diabetes: alcachofra-de-jerusalém. Conhece?
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