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A busca por uma promoção, por um salário melhor, por uma empresa mais bem sucedida, por mais dinheiro, por uma casa nova, por um carro do último modelo… Essa escala parece não ter fim.

Querer coisas cada vez melhores, ainda que isso possa nos causar estresse, quando adquirimos sentimos prazer. Entretanto, esse prazer é momentâneo.

Quantas vezes, recebia o salário e saía para comprar roupa nova, maquiagem, bolsa, um acessório novo. Chegava em casa com uma sensação de felicidade, desempacotava tudo e me sentia o máximo. Depois que usava uma vez, perdia a graça.

Isso acontece com todos nós, ainda mais nesse mundo contemporâneo, que exige isso e um pouco mais quando trabalhamos e precisamos estar bem vestidos, bem arrumados e mostrar “poder”.

Não é um par de sapatos novos que vai me fazer mais feliz. Tudo isso faz parte do mundo exterior. Levei anos e anos para compreender isso.

E quando a gente passa por momentos financeiros difíceis, todas essas coisas perdem o tal “poder” ou nos causam uma profunda angústia por não poder tê-las. Parece que o mundo se desaba.

A verdadeira felicidade não pode ser destruída pelas coisas ou circunstâncias externas. Se essa felicidade é praticada todos os dias, como se construísse uma casa, tijolo sobre tijolo, ela é capaz de fazer com que consigamos superar os obstáculos, os problemas, os desafios, com mais serenidade. Talvez essa seja a palavra-chave: serenidade.

Dia 20 de março – Dia Internacional da Felicidade

Segundo o meditador francês Matthieu Ricard, que já foi cientista antes disso, “se observarmos o alto mar, pode ser possível ver um lindo oceano, calmo como um espelho. Podem surgir tempestades, mas o fundo do oceano não se altera. …Frequentemente olhamos para o nosso exterior… O controle que temos sobre o mundo exterior é limitado, temporário e, frequentemente, ilusório.”

Seu ensinamento diz que a felicidade é um hábito que construímos dia a dia, nos fortalecendo por dentro, com serenidade, força, liberdade interior e confiança. Ele reforça que o hábito da meditação diária pode nos proporcionar tudo isso. Matthieu Ricard vem contribuindo para que a pesquisadores científicos estudem cada vez mais os efeitos benéficos da meditação. Outro que contribui muito para as pesquisas é Dalai Lama que abre seu monastério para esse fim, promovendo encontros com cientistas de várias áreas de estudo da mente.

A ciência só vem referendando o que os asiáticos já sabiam e praticam há milênios. Então, por que não praticarmos meditação?

Passei a adotar essa prática e ela só tem me trazido benefícios como atenuar a ansiedade, ganhei mas foco e produtividade, fico mais calma para resolver os problemas e ganhei mais serenidade. Sinto que me fortaleci interiormente, me levantando todos os dias com alegria e gratidão. Isso tem feito muita diferença, por isso, recomendo fortemente.

Estou longe de ser um Ricard, mas tenho conseguido gerenciar as tempestades mantendo o interior do meu oceano calmo. Isso me dá sensação de felicidade!

Assista a esse vídeo belíssimo e curto, quando da apresentação de Ricard no TED (tem legenda em português):

Dia Internacional da Felicidade: como podemos ser mais felizes
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